Willian Diego Liell


Grego

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Língua grega

A língua grega (em grego Ελληνική γλώσσα, transl.:Ellenikê glóssa) deriva do ramo indo-europeu e conta com mais de três mil anos de história documentada.

Língua dos poemas homéricos, o grego antigo em suas várias formas, foi usado na Antigüidade clássica, no início da doutrinação cristã e em muitas regiões do Império Romano, seguindo a expansão da cultura helênica promovida pelas conquistas de Alexandre, o Grande. Devido à grande influência no latim, o grego é origem de muitas palavras e afixos do português e de outras línguas latinas. O alfabeto grego, que teve origem no alfabeto fenício, deu origem ao alfabeto latino, utilizado pela maioria das línguas faladas na Europa. O Novo Testamento foi escrito em koiné, lingua franca na metade oriental do império Romano.

Grego moderno

O grego moderno, língua oficial da Grécia, difere de muitas formas do grego antigo e tem atualmente 15,2 milhões de falantes.

[editar] Dialetos

Os dialetos mais importantes eram os seguintes:

[editar] Sistema de escrita

 

O alfabeto utilizado para escrever a língua grega teve o seu desenvolvimento por volta do século IX a.C., utilizando-se até aos nossos dias, tanto no grego moderno como também na Matemática, Astronomia, etc.

Anteriormente, o alfabeto grego (Ελληνικό αλφάβητο) foi escrito mediante um silabário, utilizado em Creta e zonas da Grécia continental como Micenas ou Pilos entre os séculos XVI a.C. e XII a.C. e conhecido como linear B. O Grego que reproduz parece uma versão primitiva dos dialectos Arcado-cipriota e Jónico-ático, dos quais provavelmente é antepassado, e é conhecido habitualmente como Micénico.

Crê-se que o alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. Dado que o alfabeto semítico não necessita de notar as vogais, ao contrário da língua grega e outras da família indo-europeia, como o latim e em consequência o português, os gregos adaptaram alguns símbolos fenícios sem valor fonético em grego para representar as vogais. Este facto pode considerar-se fundamental e tornou possível a transcrição fonética satisfatória das línguas Europeias.

Letra Nome Som antigo Som moderno Valor Alfabeto semítico HTML
Α α Alfa /a/ /aː/ (a longo ou breve) /ä/ 1 Aleph (') /a/ α
Β β Beta /b/ /β/ 2 Beth /b/ β
Γ γ Gama /g/ /ɣ/ /ʝ/ /ɡ/ /ŋ/ 3 Gimel /g/ γ
Δ δ Delta /d/ /ð/ 4 Daleth /d/ δ
Ε ε Épsilon /e/ (e sempre breve) /e̞/ 5 He (h) /h/ ε
Ϝ ϝ
Ϛ ϛ
Digama
(Stigma)
/w/->-(a grafia é de dois gamas) 6 Waw (Vav) /w/  
Ζ ζ Zeta /dz/ (ds, z italiano) /z/ 7 Zain /dz/ ζ
Η η Eta /ɛː/ (e sempre longo) /i/ 8 Heth (h*) η
Ͱ ͱ Ηeta /h/ Heth (h*)  
Θ θ Teta /tʰ/ /θ/ 9 Thet (t*) θ
Ι ι Iota /i/ /i/ /j/ 10 Yodh (y) /j/ ι
Κ κ Capa /k/ /k/ /c/ 20 Kaph /k/ κ
Λ λ Lambda /l/ /l/ 30 Lamed /l/ λ
Μ μ Miu /m/ /m/ 40 Mem /m/ μ
Ν ν Niu /n/ /n/ 50 Nun /n/ ν
Ξ ξ Csi /ks/ /ks/ 60 Samekh (s) ξ
Ο ο Ómicron /o/ (o sempre breve) /o̞/ 70 Ain () ο
Π π Pi /p/ /p/ 80 Pe /p/ π
Ϻ ϻ San /ts/ Sade (s*) /ts/  
Ϸ ϸ Sho /ʃ/ origem incerta  
Ϙ ϙ Qoppa /k/ 90 Qoph /q/  
Ρ ρ /r/ /r/ 100 Resh /r/ ρ
Σ σ,ς Sigma /s/ /s/ 200 Shin (sh) /ʃ/, sin /s/ σ
Τ τ Tau /t/ /t/ 300 Taw /t/ τ
Υ υ Upsilon /u/, depois /y/ (u francês ou ü alemão) /i/ 400 De Wau υ
Φ φ Fi /pʰ/ /f/ 500 origem incerta φ
Χ χ Chi /kʰ/ /x/ /ç/ 600 origem incerta χ
Ψ ψ Psi /ps/ 700 origem incerta ψ
Ω ω Omega /ɔː/ (o sempre longo) /o/ 800 origem incerta ω
Ͳ ͳ Sampi /ss/ /ks/ 900 origem incerta  

As letras Digamma, San e Qoppa desapareceram do alfabeto nos seus primeiros tempos, antes do denominado período clássico. Dado que a aparição das letras minúsculas é bastante posterior, não existem minúsculas das ditas letras.

Originariamente existiram variantes do alfabeto grego, sendo as mais importantes a ocidental (Calcídica) e a oriental (Jónica). A variante ocidental originou o alfabeto etrusco e daí o alfabeto romano. Atenas adoptou no ano 403 a.C. a variante oriental, dando lugar a que pouco depois desaparecessem as demais formas existentes do alfabeto. Já nesta época o grego escrevia-se da esquerda para a direita, enquanto que a princípio a maneira de o escrever era alternadamente da esquerda para a direita e da direita para a esquerda, de maneira que se começava pelo lado em que se tinha concluído a linha anterior, invertendo todos os caracteres em dito processo.

O factor inovador introduzido com o alfabeto grego são as vogais. As primeiras vogais foram Alfa, Épsilon, Iota, Ómicron e Upsilon. Se se contempla o processo de criação do alfabeto grego como resultado de um processo dinâmico baseado na adopção de vários alfabetos semíticos através do tempo, encontrando inclusive influências do linear-B, poder-se-ia dar uma explicação mais satisfatória da sua origem do que as teorias que postulam uma adaptação única de um alfabeto determinado num momento dado.

[editar] O Grego do Império Bizantino

O Grego Bizânco (do grego: Εκλακβτισ/Eklakbtis) foi o grego falado durante todos os anos de existência do Império Bizantino. Foi criado por Δαβι Νηαπτά (Dabí Vhaptá), um escritor da Grécia, na época. Ele dizia que o idioma Grego da Grécia só poderia ser falado pela própria. Assim, foi criado o Eklakbtis, porém, não possui muitas diferenças. Datam-se que em 1453 d.C, o Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino) acaba, assim, quase se extinguiu o Grego Bizânco.

Em 2007, foi para Guiness Book (o Livro dos Recordes), por ser a "Língua com menos falantes no mundo", possuindo apenas 4 falantes: 2 são gregos (um deles é descendente de Dabí Vhaptá), 1 brasileiro e 1 turco.